Análise e tradução da letra de Midaregami (Misora Hibari) e Ji Duo Chou (Teresa Teng)

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Análise e tradução da letra de Midaregami (Misora Hibari) e Ji Duo Chou (Teresa Teng)

Haverá em nosso blog traduções e análises de canções japonesas estilo enka e de canções tradicionais chinesas. Começaremos por Midaregami, um dos últimos sucessos de Misora Hibari no fim da era shôwa e por Ji Duo Chou, meu favorito pessoal do aclamado álbum Dan Dan You Qing de Teresa Teng.

Verifique os links para os vídeos das canções no youtube:

Midaregami

https://www.youtube.com/watch?v=yswIY3KsHAw

https://www.youtube.com/watch?v=yswIY3KsHAw

 Ji Duo Chou

みだれ髪
作詞:星野哲郎
作曲:船村徹

髪のみだれに 手をやれば
赤い蹴出しが 風に舞う
憎くや 恋しや 塩屋の岬
投げて届かぬ 想いの糸が
胸にからんで 涙をしぼる

すてたお方の しあわせを
祈る女の 性かなし 
辛らや 重たや わが恋ながら
沖の瀬をゆく 底曳き網の
舟にのせたい この片情け

春は二重に 巻いた帯
三重に巻いても 余る秋
暗や 涯てなや 塩屋の岬
見えぬ心を 照らしておくれ
ひとりぼっちに しないでおくれ
Cabelo bagunçado (midaregami) (Letra: Tetsurou Hoshino)

Ao passar a mão pelo meu cabelo bagunçado / Os fios vermelhos dançam ao vento / Ódio e amor / Península de Shioya / O fio de sentimento que jogo e não alcança se enrosca no meu peito e me sufoca às lagrimas /

Pela felicidade de quem abandonou / Triste destino da mulher que ora / Sofrimento e opressão / Em companhia ao meu amor / Quero confiar ao barco cujas redes vão pelo fundo do mar aberto este sentimento não correspondido /

A cinta que na primavera prendia em dois pontos / mesmo que prenda em três, sobra outono / Escuridão sem horizonte / Península de Shioya / Deixe iluminado meu coração que não posso ver / Não o deixe iluminado assim sozinha.

几多愁

作詞:李后主
作曲:葉純華

春花秋月何時了 往事知多少。
小樓昨夜又東風 故國不堪回首明月中。
雕欄玉砌應永在 只是朱顏改。
問君能有几多愁? 恰似一江春水向東流!
Quanta melancolia (Ji Duo Chou) (Letra: Li Yu)

Acabarão um dia as flores de primavera e lua de outono? / Quanto do passado ainda é lembrado? /

Ontem mesmo soprou o vento oriental pelo pequeno pagode / Insuportáveis são as memórias do antigo país sob o luar.

Parapeitos entalhados e terraços de mármore deveriam existir ainda / No entanto as faces que aparecem são diferentes /

Se a mim for perguntado quanta melancolia posso carregar, / diria que como um rio primaveril fluindo em direção ao leste!

Midaregami apresenta a típica temática enka, em que a mulher que não tem seu amor correspondido sai em viagem, neste caso para a Península de Shioya, situada na província de Fukushima.

O cenário que se apresenta é tão desolador quanto o coração do eu-lírico: a escuridão da noite e o rugir do mar, o ódio e o amor por quem a abandonou. Lembrando que tais viagens solitárias no mundo enka geralmente trazem o ser bagunçado como o título da canção e que a viagem solitária em si é núcleo da imagem melancólica do poema.

Percebe-se que a dor causada pela não correspondência é extremamente letal e que misturada pela amorosidade que ainda queima leva a um estado de espírito de desespero, em que se pergunta pelo amanhã e pelo destino, sabendo não ser possível se desenlaçar desta complicada situação emocional. Tal estado de espírito aparece quando o eu-lírico diz querer pegar o navio de pesca cujas redes vão até o fundo do mar.

É possível perceber ainda que o eu-lírico aceita o triste destino e que continua a amar involuntariamente, e ademais, que existe a possibilidade de a pessoa amada não ter culpa direta pela sofreguidão em si. Talvez não seja errado dizer que a experiência da vida humana tenha como intrínsecos momentos de extrema alegria e tristeza, e que de maneira idealizada da mesma forma como se aproveitou a alegria deve-se suportar a tristeza.

Óbvia também é a ideia de que algo mudou radicalmente: o estado compartilhado de companheirismo ou sua idealização abruptamente chegou ao fim e isso trouxe imensa dor. A mesma ideia aparece em Ji Duo Chou, em que o eu-lírico aparece lamentando-se pela provável situação política de seu país que se transformou subitamente.

Tal mudança dos fatos o leva a questionar a validade das coisas boas da vida, que se expressa quando este pergunta a duração das flores e da lua. Seu sofrimento é como um rio de águas primaveris – neve que derrete das montanhas – e segue em direção ao mar no Leste da China.

Mesmo a lua que ilumina o pagode na noite de vento leste não é suficiente para substituir  a lua de outono que se foi. Talvez seja possível apreender que igualmente a Midaregami há conformidade com a crueldade do destino e com o fato de ambos o bem e o mal deverem ser vividos como parte necessária da vida.

Igualmente, talvez seja possível tomar como lição de que as coisas boas são efêmeras e por isso devem ser valorizadas e aproveitadas e que uma fase escura não significa o fim da vida, mas é parte desta.

 

 

 

 

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