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Shitu 師徒: Relação entre Mestre e Discípulo.

Qual o papel do Mestre na vida do discípulo? Ensinar diriam muitos. Orientar responderiam outros. Passar um determinado conhecimento, diriam os mais espertos. Mas, afinal qual seu verdadeiro papel?  Instruir somente?

O mestre é como um espelho ao qual podemos observar e aprender.

O que muda são os alunos, discípulos. Cada discípulo terá o mestre que merece. O mestre é o conhecedor, o professor, o orientador. Assume muitas vezes o papel de protetor, pois deseja que o mesmo siga seu caminho da melhor forma possível. Já o discípulo é o ser inquieto, que quer aprender, saber tudo ao mesmo tempo. É quem não desiste dos seus propósitos, quem contorna os obstáculos com voracidade e na fraqueza demonstra ser bem mais forte.

Durante a cerimônia de Bai Si, ambos juram lealdade e comprometimento um para o outro. O mestre ensina os maiores segredos da sua arte e em troca seu pupilo demonstra dedicação total à arte marcial e a seu Shifu. Realizar o Bai Si significa que você tem uma relação muito mais próxima com seu mestre, parecida com a de pai e filho. O novo discípulo estaria sob constante provação. Deve então demonstrar qualidade técnica, moral e seguir estritamente as regras da escola, obedecer os pedidos do mestre, ter obrigações especiais como limpar, manter e promover a escola/local de treino, ensinar aos irmãos mais novos, representar o mestre em ocasiões onde ele não pode comparecer, e muitas outras obrigações.

Discípulo é tão importante quão o mestre, ambos são igualmente indispensáveis. Uma ilustração simples, mas bem compreensível é o exemplo da agulha e linha. Qual delas é mais importante? Não tem coerência o trabalho somente da agulha, se não existe a linha para consolidar seu feito. Não existe a produção da linha sem a agulha. Por isso estão interligadas. Não há sentido algum separadas.

Mestre e discípulo são um só, pois se complementam, cada um oferecendo o que há de melhor em si, tendo assim um relacionamento o qual se sentem conectados. ” O mestre aponta o caminho; o discípulo segue sozinho até reencontra-lo, mas, desta vez, dentro de si mesmo. ”

É você quem faz o mestre, não é ele que se faz, ele só é mestre porque tem discípulo. Não é uma via de mão única, é uma via de mão dupla.

Queres saber em que consiste o conhecimento? Consiste em ter consciência tanto de conhecer uma coisa quanto de não a conhecer. Este é o conhecimento.   – Confúcio

 

 

Fonte: Sobre Budismo