Diferenças e semelhanças entre japonês e chinês

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Diferenças e semelhanças entre japonês e chinês

China and Japan flag

Após estudar ambas as línguas por apenas alguns dias, é possível perceber que diferem radicalmente em estrutura e pronunciação. Parte dessa diferença se deve à língua japonesa pertencer ao grupo morfológico aglutinante, em que existem relações gramaticais entre os morfemas com certo nível de flexão, mas seguindo regras muito estritas de ordem de morfemas (por curiosidade apenas, a língua coreana também apresenta tal morfologia). Por outro lado, o chinês mandarim (e a maioridade das línguas do grupo Sino-Tibetano, como o cantonês, o taiwanês, o hakka, o tibetano e o vietnamita) pertence ao grupo morfológico analítico, em que absolutamente não há relações gramaticais por meio de flexão de morfemas e tais relações se fazem mediante a continuidade e variação dos tons na língua.

No que diz respeito a como as línguas soam aos nossos ouvidos humanos, passemos à estrutura silábica do japonês e do chinês mandarim. Em japonês, esta é consoante + vogal / consoante velar nasal, não sendo possível de forma alguma nenhum outro tipo de estrutura silábica. No mandarim, a possibilidade das formações silábicas é([consoante / semivogal] + [vogal / {vogal + consoante velar nasal ou dental}]) + tom.

A língua gráfica chinesa (vulgarmente chamada de escrita ideográfica, sendo seu nome mais adequado língua logográfica chinesa) começou a ser desenvolvida por volta de 1200 a.c.e., baseando-se na língua falada na época, todavia criando relações gramaticais diferentes de modo a funcionar fazendo relação direta entre o símbolo escrito e o objeto extralinguístico, extraviando-se da regra do signo linguístico de Saussure[1] e jogando luz ao fato de que existe como sistema de escrita de primeira articulação de Martinet[2]. A língua gráfica chinesa mais tardiamente se adaptou e passou a ser usada para registrar a língua falada per se, como ocorre no mandarim dos dias atuais. Sendo este mesmo chinês mandarim uma língua analítica cuja variação semântica é significativamente feita por meio de variação tonal, tornar-se-ia severamente complicado registra-lo com sistemas de escrita da segunda articulação (como nosso alfabeto romano ocidental, que meramente reconstrói a língua falada). Portanto, o sistema hànzì cai como uma luva para as línguas chinesas num geral.

Num paradigma essencialmente diferente encontra-se a relação deste mesmo sistema de escrita chinês, o kanji, com a língua japonesa. Sendo o nipônico uma língua aglutinante, ou seja, em que as flexões e suas regras de alinhamento criam palavras com maior número de sílabas e obviamente dividem a morfologia em radicais e derivados, houve certa dificuldade em adaptar o kanji à língua falada no Japão[3]. Ora pois, os primeiros registros de civilização no Japão datam dos escritos da dinastiaHan da China, 221 a.c.e. – 21 e.c e mostram-no como povo ágrafo. A transmissão das letras chinesas para as terras japonesas começou no século IV e.c. e atingiu seu ápice durante a Reforma Taika de 785. Inicialmente os japoneses escreviam somente em chinês (kanbun), mas com o passar dos séculos apareceram versões híbridas de escrita da primeira e da segunda articulação utilizando-se o kanji, notavelmente nas obras Man’yôshu Nihonshoki do século VI. Os silabários hiragana ekatakana foram desenvolvidos a partir de estilos cursivos de kanji por damas da corte e abreviações de kanji por monges budistas respectivamente no século IX. A escrita japonesa na sua forma atual foi oficialmente estabelecida com a Reforma Meiji iniciada em 1868. Finalmente, resulta-se em que em mandarim os logogramas têm geralmente uma leitura possível (duas ou mais em 11% dos casos) e que em japonês ocorre intrincadíssimo sistema de leituras diferentes doskanji, em linhas gerais dividindo-se em on’yomi, a leitura do logograma baseada no som original chinês e em kun’yomi, a leitura do logragama baseado em sua tradução ao idioma autóctone japonês.

 

[1] Fiorin, J.L. Introdução à Linguística.  São Paulo: Contexto, 2002.

[2] Vandermeersch, L. Escrita e Língua Gráfica na China In Cultura, Pensamento e Escrita. São Paulo: Ática, 1995

[3] Tsukishima, H. Kanji In Kokugogaku. Tóquio: Tôkyô Daigaku Shuppankaikan, 1967

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